Invenções que mudaram o mundo – #1 Clipe

Couch scene Invenções

Introdução

Muitas vezes dou comigo a escrever notas no telemóvel de palavras que não conheço o significado ou de objectos/temas dos quais gostaria de saber um pouco mais para, assim que tiver uns minutos, fazer uma pesquisa na Internet sobre.

Considero-me uma pessoa super interessada sobre aquilo que me rodeia e, conhecendo bem esta minha faceta, a Joana ofereceu-me há pouco tempo um livro sobre grandes invenções que mudaram o mundo.
Este livro, apesar de interessante, tenta resumir em muito poucas páginas – uma média de 2 a 3 páginas por invenção, incluindo imagens – algumas invenções que, em alguns casos, necessitariam de um livro inteiro para as descrever.
Posto isto, já por várias vezes que após ler essas 2 a 3 páginas tive de recorrer à Internet para satisfazer essa minha necessidade de conhecimento, fomentada e atiçada pelas poucas páginas que tinha acabado de ler.

É claro que, dependendo dos gostos de cada um, certas invenções poderão ser muito mais interessantes do que outras. Se por um lado, a única página que dedicaram à invenção da Chupeta foi suficiente para mim, por outro, as duas páginas que dedicaram à invenção da Pilha Eléctrica foram claramente insuficientes… tendo passado os largos minutos que se seguiram numa pesquisa desenfreada por mais conhecimento acerca deste objecto sem o qual não podemos passar nos dias de hoje.

Nasce assim esta nova série de posts – Invenções que mudaram o mundo – onde vou tentar da forma mais resumida que me for possível, falar-vos um pouco sobre uma série de objectos que mudaram os nossos dias. Não tão resumida que vos obrigue a fazer um pesquisa depois de lerem e não tão extensa que vos faça desistir a meio da leitura.

O Clipe

Para o primeiro post desta série, resolvi trazer-vos o clipe, aquele objecto que já todos usámos, diária ou não diariamente e que nos permite ter vários documentos ou folhas bem juntinhos uns aos outros. Segundo a cultura popular, nas mãos do MacGyver permite fazer mil e uma coisas embora, para desalento de muitos, ele apenas o tenha usado em duas ocasiões, sendo a primeira vez no episódio piloto, o que provavelmente o associou para sempre a este objecto.

Vaaler_clip.svg
Desenho inicial do clipe, patenteado por Johan Vaaler em 1899 e 1901

Apesar de várias patentes registadas em anos anteriores para o objecto e de várias disputas acerca de quem o inventou de facto, podemos considerar que tudo começou realmente no ano de 1899 quando, no dia 7 de Novembro, Sir William Middlebrook obteu a patente para a sua máquina de fazer clipes. Esta maquina dobrava o fio de aço de forma a que este fosse flexível para possibilitar a sua abertura e colocação no canto das folhas, sem perder a força necessária para manter as mesmas juntas.

Para além disso, esta máquina produzia o clipe visualmente idêntico aquele que todos estamos habituados a ver, com as duas voltas de aço em vez de apenas uma volta usada em versões anteriores e com os cantos arredondados, o que permitia evitar danos no papel como arranhões e rasgos.

Sir William viria mais tarde a vender a patente à Cushman & Denison, uma fabricante de equipamentos de escritório.

Middlebrook_paperclip_machine_patent2
Patente para a máquina de fazer clips, obtida por William Middlebrook em 1899

O clipe pode assumir outras funções para além daquela para a qual foi originalmente desenhado. Quem nunca se viu a desdobrar um clipe para clicar no – muitas vezes escondido – botão de reset de um computador ou smarthphone? Era também muitas vezes usado nas drives de CD-ROM para abrir a bandeja quando esta encravava ou quando não havia corrente eléctrica.
Para os mais aventureiros, um clipe dobrado em forma de “U” permite ligar uma fonte de alimentação ATX sem a mesma estar ligada à motherboard do computador. No mundo do cinema é o utensílio ideal para abrir algemas.
Não esquecer ainda, que é o icon de um clipe que nos indica se o e-mail que acabámos de receber possui algum anexo.

Como podem ver, os usos para o clipe podem ser variados, sendo a principal função do mesmo – segurar folhas de papel – executada na perfeição.
A maior parte da sua história é uma série de disputas sobre quem o inventou realmente, enquanto que o seu desenho e funcionamento se mantiveram praticamente inalterados ao longos dos anos.

Espero que este primeiro post da série tenha sido tão interessante para vocês como foi para mim escrevê-lo.

Até já,
Ele

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